domingo, 21 de maio de 2017

Recebi o laudo de câncer, o que fazer ? Por que devo procurar o tratamento médico?

Um paciente após receber a notícia de que está com câncer, muitas vezes pode tornar-se assustado, sendo um momento emocionalmente difícil, o que acaba por levar o indivíduo a ter uma confusão de sentimentos, necessitando, portanto, de um tempo para pensar e aceitar a ideia de que está com a doença, bem como é necessária a aceitação do apoio daqueles que estão ao seu redor (familiares e amigos)
A partir do momento em que se tem o diagnóstico correto da doença, deve-se buscar por um profissional que saiba como melhor instruir o paciente a lidar com o câncer, e saiba tratá-lo, consequentemente levando a uma maior possibilidade de sucesso no tratamento.
O médico responsável pelo tratamento especializado do câncer é o oncologista, ele é de suma importância para que se prescrevam todos os tratamentos necessários: quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia, entre outros. Juntamente com o médico oncologista, deve ser realizada uma abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente oncológico, o médico deve trabalhar com uma equipe integrada, das áreas da psiquiatria, patologia, radiologia, odontologia, cirurgia, enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, entre outros. (oncoguia.blog.br)

O QUE PERGUNTAR AO MÉDICO?  (Retirado do site:
http://cccancer.net)

Na primeira consulta
  • O médico participa do meu plano de saúde?
  • Qual o prontuário médico que preciso levar (relatórios de diagnóstico, relatórios cirurgia, notas do meu médico assistente)?
  • Qual é o meu tipo de câncer?
  • O que pode ter causado este tipo de câncer? A genética é um fator de risco? Devo conversar com as pessoas da minha família?
  • Como devo me preparar para iniciar o tratamento? Devo mudar alguma coisa na minha vida?
  • Quais outros testes preciso fazer?
  • Devo buscar uma segunda opinião?
  • Há algum ensaio clínico que possa ser benéfico no meu caso?
  • Qual tem sido a experiência de pacientes com câncer semelhante ao meu?
  • Há algum grupo de apoio para mim e para minha família?
  • Quais materiais posso ler sobre o meu câncer?

Sobre os sintomas
  • Quais sintomas são comuns neste tipo de câncer?
  • Como posso evitar ou diminuir esses sintomas no meu dia a dia?
  • Há alguma atividade que não devo realizar ou que devo evitar?
  • Se um novo sintoma surgir ou piorar, como devo proceder?
  • Em que situações devo ligar para o médico?

Sobre o diagnóstico
  • Para que possamos confirmar o diagnóstico, quais exames e procedimentos serão necessários?
  • Qual a frequência desses testes?
  • Como posso me preparar para esses exames ou procedimentos?
  • Onde eles serão realizados?

Sobre o estágio da doença
  • Qual é o estágio da minha doença?
  • Como isso determina o tratamento do meu câncer?
  • A doença pode progredir? E regredir?
  • Qual é o meu prognóstico?
  • Podemos falar em cura para o meu câncer?

Sobre o tratamento
  • Qual é o tratamento recomendado para a minha doença?
  • Ele é o tratamento padrão?
  • Existem outras opções de tratamento?
  • Quais são os melhores tratamentos para meu caso?
  • Como será o meu tratamento? Com que frequência precisarei fazer o procedimento? Quanto tempo ele durará?
  • Eu terei que ficar no hospital para o tratamento? Quanto tempo?
  • O tratamento me impedirá de fazer minhas atividades rotineiras ou que eu goste?
  • Posso voltar às atividades diárias normais após o tratamento?

Sobre a quimioterapia
  • Por que a quimioterapia é a melhor opção para mim?
  • Qual o tipo específico de quimioterapia é recomendado?
  • Qual o objetivo deste tratamento?
  • Quais os riscos e benefícios deste tratamento?
  • A quimioterapia pode aliviar meus sintomas?
  • Qual é o resultado esperado?
  • Vou sentir dor?
  • Precisarei ficar no hospital?
  • Quais são os efeitos colaterais? O que posso fazer para controlá-los?
  • Quantas vezes eu irei receber medicamentos quimioterápicos?
  • Quanto tempo vai durar a minha quimioterapia?
  • Se o meu câncer apresentar metástase, isso influencia no tratamento? O que acontece?
  • Quais restrições (alimentação, trabalho, exercícios físicos) terei durante o tratamento?
  • Quando poderei retornar às minhas atividades normais?
  • Quais são as impressões de outros pacientes com regimes de quimioterapia semelhantes?

Sobre a radioterapia
  • Por que você está recomendando a radioterapia para mim?
  • Qual é o objetivo deste tratamento?
  • Quanto tempo dura cada sessão? Terei que fazer quantas sessões?
  • Quais são os potenciais riscos e efeitos colaterais deste tratamento?
  • Quais restrições (alimentação, trabalho, exercícios físicos) terei durante o tratamento?
  • Posso voltar às atividades diárias normais após o tratamento?
  • Como seus outros pacientes se sentem sobre este tratamento?

Sobre a cirurgia
  • Por que a cirurgia é a melhor opção?
  • Existem outras opções de tratamento?
  • Após a cirurgia, depois de quanto tempo poderei voltar às atividades cotidianas?
  • Quais são as chances da cirurgia remover todo o meu câncer?
  • Quais são os potenciais riscos e efeitos colaterais do procedimento?
  • Devo considerar quimioterapia ou radioterapia após a cirurgia?
  • Existe alguma coisa que eu deva ou não fazer antes da cirurgia para melhorar o meu resultado?
  • Quais exercícios físicos posso fazer após a cirurgia?
  • Como os pacientes de cirurgia se sentem sobre o procedimento?

Sobre ensaios clínicos
  • Quais são os possíveis riscos e benefícios ao participar de um ensaio clínico?
  • Quais são os possíveis efeitos colaterais do tratamento?
  • Quanto tempo levará a última prova?
  • Eu terei que viajar para outra cidade ou estado?
  • O meu seguro cobre os custos?
  • Posso ser acompanhado por familiares ao receber o tratamento?
  • Terei de mudar de médico durante o tratamento?

Recursos de suporte
  • Há uma psicóloga na clínica ou no hospital com quem eu possa conversar?
  • Há um dentista para fazer a prevenção de mucosite (inflamação da mucosa) ou das demais complicações que possam aparecer?
  • Existe acompanhamento de fisioterapeuta?
  • Onde posso encontrar informações que ajudem a lidar com o meu diagnóstico?
  • Quais as sugestões de leitura e de sites?
  • Há ações ou apoios oferecidos aos meus familiares?

Seguimento do tratamento
  • Em quais situações devo ligar para a clínica?
  • De quanto em quanto tempo devo remarcar uma consulta?

Sobre plano ou seguro de saúde
  • Como saberei quais os serviços e os tratamentos que meu plano cobrirá?
  • Quem é responsável por obter as autorizações?
  • Quem devo contatar com perguntas sobre minha cobertura financeira?
  • Como serei informado sobre minha responsabilidade financeira?
  • Quais os planos de pagamentos para a quantia que devo?
  • Se o meu seguro é insuficiente ou a seguradora optar por não abranger os serviços, há programas de assistência que possam oferecer ajuda?
  • Se eu não tiver cobertura de seguro e o governo negar assistência, tenho direito a outros programas de assistência às drogas de que necessitarei?
  • Você pode fornecer uma lista de organizações e recursos como seguro de invalidez, suplementos e programas de assistência médica?

Dicas

  • Mantenha uma agenda só para o seu tratamento. Serão muitas consultas (inclusive, com vários profissionais), exames e quimioterapias ou radioterapias. Use esta agenda para anotar as dúvidas que forem surgindo durante o tratamento;
  • No dia do retorno, comece esclarecendo suas dúvidas e anote-as ou peça ajuda para seu acompanhante;
  • Seja paciente. Várias consultas serão necessárias para que paciente e médico estabeleçam uma boa relação;
  • Caso queira obter mais informações sobre o seu caso, peça ao médico para lhe sugerir sites ou livros que sejam seguros para leitura;
  • Não se sinta inibido em avisar seu médico se desejar uma segunda opinião, esse é um direito do paciente;
  • O médico deverá utilizar muitos termos que você não faz ideia do significado. Avise-o que não entendeu e o profissional tentará explicar de outra forma.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Preciso continuar higienizando a cavidade bucal enquanto faço quimioterapia e radioterapia?

Sim. É de extrema importancia manter uma higiene bucal adequada para ajudar a melhorar e manter a qualidade de vida para o paciente durante e após o tratamento do câncer.
Além disso, é preciso que o paciente consulte-se com um cirurgião-dentista antes mesmo do tratamento oncológico. Se a higiene bucal for inadequada, podem existir focos de infecção nos dentes (cáries extensas) ou na gengiva (gengivite ou doença periodontal), inclusive com sangramentos durante a escovação ou com o uso do fio dental. Com isso, há risco de uma infecção bucal, que pode se espalhar pela corrente sanguínea e comprometer outros órgãos durante os períodos de baixa imunidade, que ocorrem durante a quimioterapia.
O tratamento oncológico, ao mesmo tempo em que trata o câncer, pode afetar a saúde do paciente em outros aspectos, onde a quimioterapia ou radioterapia podem causar alguns prejuízos à saúde bucal, caso não seja tomado alguns cuidados simples, mas importantes.
Dentre as estruturas mais comumente afetadas pela radiação estão as glândulas salivares. Essas glândulas são responsáveis pela produção de saliva, que possui muitas funções de proteção para os dentes e mucosa bucal. Uma diminuição na produção de saliva e até mesmo a não produção, deixa os pacientes sujeitos a desenvolver cárie dentária.
ORIENTAÇÕES:
Ø  Todos os dispositivos como próteses, só devem ser usados para facilitar a função. Dentaduras devem ser usadas apenas para ajudar a comer e não para fins estéticos durante a radioterapia; 
Ø  É provável que seu médico vá prescrever-lhe vários bochechos medicamentosos, para ajudar a combater infecções bacterianas e fúngicas, como a candidose (sapinho). Estas são infecções oportunistas que surgem assim que o sistema imunológico do corpo é comprometido, ou seja, fica mais frágil;
Ø   É importante a hidratação labial com manteiga de cacau ou vitamina E, durante todo o dia
Ø  Em casos de boca seca (xerostomia), pode-se utilizar também um gel ou spray para lubrificar a mucosa bucal; 
Ø  Evitar qualquer coisa picante uma vez que, vai queimar ou arder e causar uma sensação desagradável; 
Ø   O uso de anestésico local antes da refeição é recomendado. Xilocaína gel tópica é comumente prescrita para esta finalidade, embora existam muitos outros medicamentos disponíveis; 
Ø  O creme dental pode ser o da preferência do paciente, desde que não seja muito abrasivo;
Ø    O uso de cremes dentais com flúor, bochechos com flúor, bem como, um tratamento para boca seca vai continuar mesmo após o tratamento de o câncer ser concluído.

E se tiver muita dor, como higienizar?
Os pacientes são aconselhados a esfregar suavemente com uma escova de dentes super macia ou esponja aplicadora para não causar qualquer dano na gengiva. As plaquetas podem cair a níveis alarmantes, assim, mesmo pequenos cortes e arranhões podem sangrar por um longo tempo. O uso de fio dental pode machucar a gengiva entre os dentes, logo, requer bastante cuidado.
Dessa forma, pode-se oferecer qualidade de vida e aumentar as possibilidades de sucesso do tratamento, não só através do uso de medicamentos, mas também por meio da motivação do paciente, aprimorando suas habilidades para higienização e os cuidados com a saúde bucal.

Ana Cláudia Ramin Silva 


TENHO PARENTES QUE TIVERAM CÂNCER, VOU TER TAMBÉM? QUAIS AS MINHAS CHANCES DE DESENVOLVER CÂNCER E QUAL TIPO?



O fator genético e o câncer (CA) têm ligações um tanto quanto fortes e evidentes, mas não é porque muitos familiares seus tem câncer que você necessariamente terá também. O câncer aparece quando existe um fator genético predisponente ALIADO a fatores ambientais. Por exemplo, câncer de pulmão, tem um fator ambiental muito comum nos pacientes com esse tipo de CA: o fumo.
De acordo com o onco­logista Bernardo Garicochea, coordenador da unidade de aconselhamento genético do Hospital Sírio-Libanês, só 30% dos tumores são determinados por um conjunto de genes herdados dos familiares, em torno de 5% estão ligados a mutações es­pecíficas. Assim, o médico pode analisar o tipo de tumores que acometem a família e solicitar um teste genético para identificar o gene no indivíduo, para esse teste ser solicitado, os médicos oncologistas ou/e profissionais especialistas em aconselhamento genético, avaliam alguns sinais como: o número de indivíduos da família que tiveram/têm o mesmo tipo de tumor/câncer, se tem pessoas que tiveram a doença cedo (por exemplo, câncer de mama antes dos 40 anos) e se alguém teve dois tipos de tumores diferentes em seguida ou nos dois lados do corpo de forma independente. Encontrando o defeito genético no indivíduo é procurado o mesmo defeito nas outras pessoas.
Segundo José Cláudio Casali, especialista em câncer hereditário e médico oncogeneticista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), é importante descobrir essa predisposição a ter a doença, principalmente pela possibilidade de prevenção. Sabendo da possibilidade de ter o tumor, o indivíduo pode realizar exames mais regulares e específicos para identificar o câncer que pode vir a ter, além de, controlar melhor o aparecimento do problema.
Os cânceres mais associados a fatores hereditários são o de mama e de intestino, mas nem sempre a doença está relacionada com o acontecimento de muitos casos na família. Já o câncer de pulmão está quase que totalmente relacionado ao cigarro, fumantes ou fumantes passivos são os principais acometidos por ele, o mesmo acontece no câncer de colo de útero, o qual é causado pelo HPV e o câncer de boca que está relacionado ao consumo do tabaco e álcool.


Ana Cláudia Ramin Silva 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Como comunicar o paciente sobre  o câncer



Apesar de todos os avanços científicos e tecnológicos, o câncer ainda é uma doença associada à possibilidade de sofrimento físico, emocional e morte. O nível social, econômico e cultural, além de gênero e idade, são alguns dos fatores que interferem no grau de impacto psicológico que o diagnóstico de doença grave pode causar no indivíduo. (CAVALCANTI DR, 2005) Tanto para muitos profissionais, quanto para o doente e sua família, o diagnóstico de câncer continua sendo uma sentença de morte. Pouca ênfase tem sido direcionada ao treinamento de habilidades e técnicas em comunicação e avaliação do fator psicossocial, requisitos essenciais para um atendimento adequado de pacientes oncológicos. Os profissionais dependem então, de sua experiência e julgamento pessoais em relação à decisão de informar ao paciente sobre sua doença, bem como, sobre a melhor maneira de comunicar e em que momento fazê-lo. (CAVALCANTI DR, 2005 e GOMES et al. 2009)
De acordo com Fitch, 2006 , os pacientes com doença progressiva e incurável, precisam compreender o que está acontecendo consigo e com seus corpos. "Eles precisam participar dos processos de tomada de decisão sobre como vão viver os dias remanescentes". (FITCH MI, 2006) Acredita-se que, especialmente na área da cancerologia, o esclarecimento a respeito das possibilidades terapêuticas, deve envolver um diálogo aberto entre o profissional da saúde e o paciente, tendo em vista a, necessidade de realizar procedimentos mutilantes, que muitas vezes são a única chance de cura para aquele doente. (KOVÁKS MJ, 2006) E, mesmo quando não houver possibilidade de cura, o paciente deve ser orientado em relação aos tratamentos paliativos aos quais poderá ser submetido, esclarecendo-os sobre os benefícios dos mesmos para a melhora de sua qualidade de vida. Para que a comunicação da verdade seja moralmente boa, deve-se prestar atenção a o que, como, quando, quanto, quem e a quem se deve informar, exigindo-se muita prudência. (KOVÁKS MJ, 2006)
Vale dizer que, comunicar uma notícia não é simplesmente informar e desaparecer, trata-se de um processo que leva tempo e que deve ser realizado em várias etapas. Sabe-se que, algumas informações terão de ser dadas repetidas vezes, já que pessoas em grave impacto emocional geralmente não absorvem aquilo que ouvem, (KOVÁKS MJ, 2006) mesmo que a linguagem utilizada seja compreensível. (GOMES et al. 2009)
Geralmente os pacientes desejam receber toda informação possível e preferem a presença de um familiar próximo, e sua maior angústia é a espera para a confirmação do diagnóstico. A terminologia utilizada pelo profissional, suas habilidades pessoais de simpatia, compreensão, ouvir com atenção, transmitir respeito e prover esperança; são condições importantes para o ajuste emocional do paciente à doença. (CAVALCANTI DR, 2005 e ROBERTS et al. 1994)
Em alguns países, no curso de medicina, é ensinado para seus alunos como fazer a comunicação de diagnóstico de lesões graves. Um dos modelos adotados para esta finalidade é o chamado Modelo de comunicação de diagnóstico, da Universidade do Texas M. D. Anderson Cancer Center – Houston , também conhecido como protocolo de “Spikes”.
De maneira resumida e simplista, os passos do protocolo “Spikes” seriam:
1)Criar um ambiente apropriado, buscando privacidade e conforto para o paciente, tempo ininterrupto, possibilitar ao paciente sentar-se de forma que seus olhos fiquem ao nível dos olhos de quem está comunicando;
2)Verificar a percepção do paciente em relação ao seu problema; como por exemplo a pergunta: “Fale-me o que você pensa sobre a razão dos exames que fizemos”.
3)Obter informação sobre o desejo do paciente em ser informado dos detalhes da sua condição médica; como por exemplo: “Quando os resultados dos exames estiverem completos, você é o tipo de pessoa que quer saber tudo...”
4)Fornecer conhecimento e informação ao paciente, informando por partes pequenas, checando a compreensão dele constantemente,
5)Enfatizar que você compreende emoções expressas pelo paciente; como por exemplo no caso do choro: “ ... eu entendo que você não estava esperando este tipo de notícia...”
6)Fazer um resumo do que você falou e envolve-lo em suas estratégias de tratamento ou acompanhamento.


●Porém nem sempre é possível comunicar o paciente sobre sua condição de doente, assim, comunicação do diagnóstico é contraindicada em segundo Sprosser et al. 1997 em:
Ø Casos de pacientes muito jovens, ou quando suas condições físicas ou psicológicas não permitam uma correta compreensão de sua doença.
Ø Quando o profissional, mesmo que legalmente competente, não esteja devidamente preparado para o estabelecimento de um diagnóstico.
Tendo em vista o fato de o cirurgião dentista ter a responsabilidade de diagnosticar e transmitir resultados de algumas doenças graves, em especial o câncer bucal, a pacientes e familiares, este tipo de conduta deveria ser melhor discutida, revista e ensinada para os profissionais da saúde, de forma que consigam desenvolver suas habilidades de comunicação deste tipo de noticia a seus pacientes.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Efeitos Colaterais da Quimioterapia

O uso de medicamentos para o tratamento do câncer pode trazer consequências. E vai depender muito do tipo de remédio, duração, dose, intervalo de uso entre outros fatores. E também nem todos os pacientes irão desenvolver e nem todos que desenvolverem vão ter com a mesma intensidade. Muitos são parecidos com os efeitos resultantes da radioterapia, como: 

  • Xerostomia: boca seca
  • Infecções
  • Mucosite: ferida na boca
  • Sangramento bucal


Outros são mais específicos a esse tipo de tratamento, como:

  • Neurotoxicidade

Ocorre pelo envolvimento dos nervos bucais. Tem como característica uma parestesia que é a perda da sensibilidade, gerando desconforto, disfunção motora ou dor aguda.



  • Náuseas e vômitos
Pode ser a  principal causa de queda de qualidade de vida relacionada ao tratamento. A náusea e/ou o vômito ocorrem em 40% a 70% dos pacientes com câncer.





  • Queda de Cabelo
Nem toda a quimioterapia está associada a este efeito. Mas alguns medicamentos atingem o crescimento e a multiplicação das células que dão origem ao cabelo, podendo provocar a queda dos cabelos, de forma total ou parcial. Não se pode prever exatamente como e em que proporção os cabelos serão afetados, porém , é importante lembrar que a queda é geralmente temporária. O processo de nascimento do cabelo se reinicia logo após o término da quimioterapia e, em alguns casos, ainda durante a quimioterapia.

  • Diarreia

Algumas drogas quimioterápicas podem causar diarreia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, procure orientação médica.



  • Alterações de pele e unha

Dependendo do tipo de quimioterapia, o paciente pode apresentar alterações na pele, como vermelhidão, coceira, descamação, ressecamento e manchas. As unhas também podem apresentar escurecimento e rachaduras.





EXISTEM TRATAMENTOS PARA OS EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA?


SIM !


Existem tratamentos específicos de acordo com cada efeito colateral. No caso das alterações em boca, é muito importante que o médico e o paciente se conscientizem da importância do dentista estar acompanhando o tratamento do paciente, desde o inicio da descoberta da doença. Isso porque, algumas medidas adotadas pelo dentista, podem impedir ou diminuir o aparecimento de muitas das complicações. 







   Mesmo com as dificuldades, a higiene bucal é muito importante !








Ana Cláudia Ramin Silva 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Diagnóstico de câncer bucal


Quando surge algum sinal ou sintoma que possa ser sugestivo de câncer bucal, o dentista ou o médico irão fazer uma inspeção na cavidade oral, procurando anormalidades, caroços e outros problemas. Neste exame será verificado o palato “céu da boca”, o assoalho da boca, a parte interior dos lábios, bochechas, linfonodos, a parte de trás da garganta e a língua, em toda sua extensão. Se após a inspeção houver suspeita do câncer de boca, o profissional irá solicitar uma biópsia, que o exame responsável pelo diagnóstico definitivo.
A biópsia é um procedimento no qual o médico remove uma amostra de tecido para análise. Vários tipos de biópsias podem ser realizadas, dependendo de cada caso:


Citologia Esfoliativa
Nesta técnica, o médico raspa a superfície de uma área suspeita e estende numa lâmina de vidro o tecido recolhido. A amostra é marcada com um corante, de modo que as células cancerosas possam ser visualizadas ao microscópio. Se qualquer uma das células aparecer anormal, a região será biopsiada.
A vantagem desta técnica é que é fácil, e cada área com aparência ligeiramente anormal pode ser avaliada. As vezes não é possível ver a diferença entre as células cancerosas e células anormais, que não são cancerosas, denominadas células displásicas, nesse caso a biópsia deve ser realizada.


Biópsia Incisional
Este é o tipo mais comum de biópsia para a região da boca ou garganta.
Esta biopsia pode ser realizada em consultório médico ou no centro cirúrgico, dependendo da localização do tumor. Quando o procedimento é realizado no consultório, a área ao redor do tumor é anestesiada. Se o tumor é profundo, a biópsia é feita numa sala cirúrgica, com o paciente anestesiado. O cirurgião utiliza o endoscópio para remover pequenas amostras de tecido.


Biópsia Aspirativa ou Agulha Fina
Na biópsia aspirativa por agulha fina, o médico utiliza uma agulha muito fina para aspirar algumas células do tumor, que são posteriormente enviadas para análise.

Esta técnica não é utilizada em áreas suspeitas da boca ou da garganta, mas às vezes é necessária quando um paciente, por exemplo, tem uma massa cervical que pode ser sentida na palpação ou visualizada na tomografia computadorizada. Este procedimento pode ser útil em diversas situações, como por exemplo, diagnosticar a causa de uma massa cervical, determinar a extensão e comprometimento da doença, e avaliar recidiva.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O que é o HPV?


O HPV é um assunto que vem sendo muito discutido, mas o que ele é? O HPV é o vírus do papiloma humano, na realidade são um grupo de vírus, sendo mais de 100 tipos, esses vírus invadem as células da pele causando verrugas isoladas ou em grupos, alguns desses vírus podem formar verrugas nas mucosas, como genital ou oral.

São vírus raros na cavidade bucal, e pode ser transmitido pelo sexo oral, ou por contato direto com lesões infectadas. Devido ao aumento da prática do sexo oral, o número de casos de HPV na cavidade bucal tem aumentado consideravelmente. O HPV na cavidade bucal, pode ser associado ao câncer bucal, porém ainda não está completamente esclarecido.
Na cavidade bucal a língua é a mais acometida, com 55%, seguidos pelo palato, mucosa bucal, gengiva, lábios, úvula, e assolho da boca. O vírus associado ao cigarro, bebidas alcoólicas e vários parceiros sexuais, podem contribuir para o desenvolvimento do vírus.


Os sintomas do HPV na cavidade bucal incluem o surgimento de pequenas lesões, que são parecidas com verrugas esbranquiçadas que podem se unir e formar placas. Normalmente o HPV bucal tem cura, porém o tratamento tem que ser rigoroso e por aproximadamente dois anos.  O HPV é um assunto que vem sendo muito discutido, mas o que ele é? O HPV é o vírus do papiloma humano, na realidade são um grupo de vírus, sendo mais de 100 tipos, esses vírus invadem as células da pele causando verrugas isoladas ou em grupos, alguns desses vírus podem formar verrugas nas mucosas, como genital ou oral.

São vírus raros na cavidade bucal, e pode ser transmitido pelo sexo oral, ou por contato direto com lesões infectadas. Devido ao aumento da prática do sexo oral, o número de casos de HPV na cavidade bucal tem aumentado consideravelmente. O HPV na cavidade bucal, pode ser associado ao câncer bucal, porém ainda não está completamente esclarecido.

Na cavidade bucal a língua é a mais acometida, com 55%, seguidos pelo palato, mucosa bucal, gengiva, lábios, úvula, e assolho da boca. O vírus associado ao cigarro, bebidas alcoólicas e vários parceiros sexuais, podem contribuir para o desenvolvimento do vírus.

Os sintomas do HPV na cavidade bucal incluem o surgimento de pequenas lesões, que são parecidas com verrugas esbranquiçadas que podem se unir e formar placas. Normalmente o HPV bucal tem cura, porém o tratamento tem que ser rigoroso e por aproximadamente dois anos.