segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Como realizar a Doação de medula óssea?

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, e conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso corpo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

O que é o transplante de medula óssea?

É um tratamento que é proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como a leucemia, os linfomas, as anemias, as hemoglobinopatias, as imunodeficiências congênitas e o mieloma múltiplo. O tratamento se baseia na substituição de uma medula óssea que está doente ou deficitária, por células normais de medula óssea, e tem como objetivo a reconstituição de uma medula para essa se tornar saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente ou alogênico, que é quando a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de um cordão umbilical.

Como é o transplante ?

Para o doador: Antes de ser realizada a doação, o doador faz inúmeros exames para assegurar que ele está em um bom estado de saúde. Não se faz necessário alterações de hábitos desse indivíduo. A doação é feita em um centro cirúrgico, sob anestesia, sendo um procedimento seguro e rápido, tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas algumas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde e o principal, pode ajudar a salvar uma vida. 

Para o paciente: Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre são muito comuns. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário ao Hospital.

Como ser um doador ?

Para ser um doador, e salvar vidas, se faz necessário cadastro em um dos hemocentros que estão localizados por todo o pais.
INFORMAÇÕES HEMOCENTROS:

Em Maringá:
·         Hemocentro Regional de Maringá localizado na Av. Mandacaru, 1600 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240. Telefone para maiores informações (44) 3011-9400 (Próximo ao Hospital Universitário de Maringá)


Ana Cláudia Ramin Silva 



Alterações em cavidade bucal durante o tratamento da quimioterapia e radioterapia


Como a quimioterapia e a radioterapia são modalidades de tratamentos antineoplásicos que causam efeitos colaterais na boca, a cavidade bucal pode ser a origem dos processos infecciosos durante o tratamento oncológico, agravando assim, o quadro clínico do paciente. Dessa forma, o tratamento odontológico deve ser planejado em conjunto com a equipe multiprofissional, que cuida deste paciente, para melhorar sua condição bucal antes do tratamento e cuidar, adequadamente, dela durante e depois do tratamento e consequentemente evitar ou diminuir a severidade dos efeitos colaterais que possivelmente venham a ocorrer. È importante resaltar que a irradiação provoca alterações bucais apenas quando atinge a região de cabeça e pescoço.
Dentre essas alterações, destacam-se:

MUCOSITE: a mucosite bucal surge como uma vermelhidão (eritema) e em seguida evolui para úlceras (feridas que se parecem com aftas, porém, maiores), podendo haver sangramento e edema (inchaço). Leva a um desconforto severo, ocasionando uma queda da qualidade de vida, devido à dor e distúrbios funcionais, que surgem e comprometem a mastigação, deglutição e fonação, bem como, dificulta a higienização. Desaparece após o termino do tratamento.
XEROSTOMIA: a sensação de boca seca surge ao mesmo tempo em que o paciente sente que a saliva fica mais espessa, e pode provocar cáries, bem como dificuldade de mastigação e deglutição, além de modificar a flora natural da boca. Sua intensidade varia de acordo com o tratamento empregado, podendo amenizar ou desaparecer quando o tratamento termina.
NEUROTOXICIDADE: às vezes, o paciente relata dor aguda na boca ou dentes, localizada ou generalizada, e não há sinais clínicos de cárie, doenças periodontais (de gengiva) ou outras infecções bucais; são sintomas da neurotoxicidade, decorrente das medicações contra o câncer. Desaparece após o término do tratamento.
HIPOGEUSIA: é a diminuição da sensação relacionada ao gosto ou paladar.  É comum o paciente sentir gosto “metálico” ou mesmo, não sentir o sabor salgado ou doce. Varia de pessoa para pessoa, mas geralmente isso se normaliza após o término do tratamento.
TRISMO: é a impossibilidade de abrir a boca completamente durante o tratamento por meio de radioterapia que atinge a região de côndilo, o paciente pode apresentar dificuldade e dor ao tentar abrir a boca.
OSTEORRADIONECROSE: é decorrente da radioterapia de cabeça e pescoço, a osteorradionecrose − necrose do osso − é uma séria complicação. Ela surge com a exposição do tecido ósseo dos ossos maxilares, devido a algum processo infeccioso, como cárie, doença periodontal ou trauma. Como é de difícil cuidado, deve ser prevenida.
SANGRAMENTO GENGIVAL: o paciente pode apresentar queda no número de plaquetas e, assim, as chances de sangramento aumentam. É preciso ter cuidado com traumas na boca.
INFECÇÕES OPORTUNISTAS POR FUNGOS, BACTÉRIAS OU VÍRUS: em consequência da intensa imunodepressão ocorrida em função da quimioterapia ou radioterapia, o paciente tem mais chances de desenvolver infecções na boca, como a candidíase (conhecida como “sapinho”) e herpes (vírus que pode causar vesículas e úlceras nos lábios ou dentro da boca).
CÁRIE DE RADIAÇÃO: a cárie dental é uma ocorrência frequente nos pacientes submetidos à radioterapia na região de cabeça e pescoço. É causada pela alteração na qualidade e quantidade de saliva e consequentemente na instalação de uma flora bacteriana cariogênica. A equipe odontológica deve implementar ações específicas como o controle da placa bacteriana e a terapia com flúor tópico.
TEMA 2: Desmistificação da biópsia
Quando o médico pede uma biópsia é porque existe a suspeita de que o tecido possui alguma alteração que não pode ser vista em outros exames, e por isso, é necessário realizar o exame prontamente, a fim de, diagnosticar o problema de saúde, para iniciar o tratamento, assim que possível. Esse problema pode não necessariamente ser um câncer, pois a grande maioria das lesões da boca são benignas.
O que é a biópsia?
O termo biópsia vem do grego, bios = vida e opsis = aparência, visão. É o procedimento cirúrgico no qual se colhe células ou um pequeno fragmento de tecido orgânico para serem posteriormente submetidos a estudo em laboratório, visando determinar a natureza e o grau da lesão estudada. Também podem ser examinados líquidos, secreções, esfregaços e outros materiais orgânicos. Praticamente todos os órgãos e componentes corporais podem ser biopsiados: músculos, pele, ossos, líquidos, secreções, entre outros. Apesar de ser um procedimento cirúrgico, geralmente a biópsia é bem simples e exige somente anestesia local.
Quais as indicações para se fazer uma biópsia?
O mais comum é realizar a biópsia naquelas pessoas com suspeitas diagnósticas de doenças que podem provocar alterações morfológicas nas células e tecidos, como os tumores, por exemplo, ou para estabelecer um diagnóstico diferencial entre enfermidades semelhantes. Esse exame diagnóstico é indicado tanto em enfermidades simples, como as verrugas, ou nas mais graves, como o câncer. Embora o termo biópsia sempre desperte certa apreensão nas pessoas, a maioria delas revela situações simples e benignas. Além disso, a biópsia pode ajudar a avaliar a gravidade da lesão e a evolução do tratamento. Em lesões de malignidade suspeita ou confirmada, as biópsias ajudam a estabelecer o grau histológico de neoplasia e a determinar a natureza, taxa de crescimento e agressividade do tumor, ajudando a elaborar o plano do tratamento e a prever o prognóstico da doença.
Para que serve uma biópsia?
Uma biópsia serve para esclarecer um diagnóstico se ainda restarem dúvidas depois da história clínica, exame físico, dados bioquímicos e de imagens. Em casos de tumores, além de definir o diagnóstico, podem estabelecer a malignidade ou não deles e o grau histológico em que se encontram. Ajudando muito, a saber, qual o melhor tratamento para aquele paciente.
Em casos de lesões benignas o fato de removê-la para o exame já serve como uma forma de tratamento. 


Ana Cláudia Ramin Silva 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Como comunicar o paciente que ele tem câncer?

Como comunicar ao paciente que ele tem câncer?

Apesar de todos os avanços científicos e tecnológicos, o câncer ainda é uma doença associada à possibilidade de sofrimento físico, emocional e morte. O nível social, econômico e cultural, além de gênero e idade, são alguns dos fatores que interferem no grau de impacto psicológico que o diagnóstico de doença grave pode causar no indivíduo. (CAVALCANTI DR, 2005) Tanto para muitos profissionais, quanto para o doente e sua família, o diagnóstico de câncer continua sendo uma sentença de morte. Pouca ênfase tem sido direcionada ao treinamento de habilidades e técnicas em comunicação e avaliação do fator psicossocial, requisitos essenciais para um atendimento adequado de pacientes oncológicos. Os profissionais dependem então, de sua experiência e julgamento pessoais em relação à decisão de informar ao paciente sobre sua doença, bem como, sobre a melhor maneira de comunicar e em que momento fazê-lo. (CAVALCANTI DR, 2005 e GOMES et al. 2009)
De acordo com Fitch, 2006, os pacientes com doença progressiva e incurável, precisam compreender o que está acontecendo consigo e com seus corpos. "Eles precisam participar dos processos de tomada de decisão sobre como vão viver os dias remanescentes". (FITCH MI, 2006) Acredita-se que, especialmente na área da cancerologia, o esclarecimento a respeito das possibilidades terapêuticas, deve envolver um diálogo aberto entre o profissional da saúde e o paciente, tendo em vista a, necessidade de realizar procedimentos mutilantes, que muitas vezes são a única chance de cura para aquele doente. (KOVÁKS MJ, 2006) E, mesmo quando não houver possibilidade de cura, o paciente deve ser orientado em relação aos tratamentos paliativos, aos quais poderá ser submetido, esclarecendo-os sobre os benefícios dos mesmos para a melhora de sua qualidade de vida. Para que a comunicação da verdade seja moralmente boa, deve-se prestar atenção a o que, como, quando, quanto, quem e a quem se deve informar, exigindo-se muita prudência. (KOVÁKS MJ, 2006)
Vale dizer que, comunicar uma notícia não é simplesmente informar e desaparecer, trata-se de um processo que leva tempo e que deve ser realizado em várias etapas. Sabe-se que, algumas informações terão de ser dadas repetidas vezes, já que pessoas em grave impacto emocional, geralmente não absorvem aquilo que ouvem, (KOVÁKS MJ, 2006) mesmo que a linguagem utilizada seja compreensível. (GOMES et al. 2009)
Geralmente os pacientes desejam receber toda informação possível e preferem a presença de um familiar próximo, e sua maior angústia é a espera para a confirmação do diagnóstico. A terminologia utilizada pelo profissional, suas habilidades pessoais de simpatia, compreensão, ouvir com atenção, transmitir respeito e prover esperança; são condições importantes para o ajuste emocional do paciente à doença. (CAVALCANTI DR, 2005 e ROBERTS et al. 1994)
Em alguns países, no curso de medicina, é ensinado para seus alunos, como fazer a comunicação de diagnóstico de lesões graves. Um dos modelos adotados para esta finalidade é o chamado Modelo de comunicação de diagnóstico, da Universidade do Texas M. D. Anderson Cancer Center – Houston, também conhecido como, protocolo de “Spikes”.
De maneira resumida e simplista, os passos do protocolo “Spikes” seriam:

1)    Criar um ambiente apropriado, buscando privacidade e conforto para o paciente, tempo ininterrupto, possibilitar ao paciente sentar-se de forma que seus olhos fiquem ao nível dos olhos de quem está comunicando;
2)    Verificar a percepção do paciente em relação ao seu problema; como por exemplo a pergunta: “Fale-me o que você pensa sobre a razão dos exames que fizemos”.
3)    Obter informação sobre o desejo do paciente em ser informado dos detalhes da sua condição médica; como por exemplo: “Quando os resultados dos exames estiverem completos, você é o tipo de pessoa que quer saber tudo...”
4)    Fornecer conhecimento e informação ao paciente, informando por partes pequenas, checando a compreensão dele constantemente,
5)    Enfatizar que você compreende emoções expressas pelo paciente; como por exemplo no caso do choro: “ ... eu entendo que você não estava esperando este tipo de notícia...”
6)    Fazer um resumo do que você falou e envolve-lo em suas estratégias de tratamento ou acompanhamento.

Porém nem sempre é possível comunicar o paciente sobre sua condição de doente, assim, comunicação do diagnóstico é contraindicada em, segundo Sprosser et al. 1997:
Ø  Casos de pacientes muito jovens, ou quando suas condições físicas ou psicológicas não permitam uma correta compreensão de sua doença.
Quando o profissional, mesmo que legalmente competente, não esteja devidamente preparado para o estabelecimento de um diagnóstico. 


Ana Cláudia Ramin Silva 

domingo, 21 de maio de 2017

Recebi o laudo de câncer, o que fazer ? Por que devo procurar o tratamento médico?

Um paciente após receber a notícia de que está com câncer, muitas vezes pode tornar-se assustado, sendo um momento emocionalmente difícil, o que acaba por levar o indivíduo a ter uma confusão de sentimentos, necessitando, portanto, de um tempo para pensar e aceitar a ideia de que está com a doença, bem como é necessária a aceitação do apoio daqueles que estão ao seu redor (familiares e amigos)
A partir do momento em que se tem o diagnóstico correto da doença, deve-se buscar por um profissional que saiba como melhor instruir o paciente a lidar com o câncer, e saiba tratá-lo, consequentemente levando a uma maior possibilidade de sucesso no tratamento.
O médico responsável pelo tratamento especializado do câncer é o oncologista, ele é de suma importância para que se prescrevam todos os tratamentos necessários: quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia, entre outros. Juntamente com o médico oncologista, deve ser realizada uma abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente oncológico, o médico deve trabalhar com uma equipe integrada, das áreas da psiquiatria, patologia, radiologia, odontologia, cirurgia, enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, entre outros. (oncoguia.blog.br)

O QUE PERGUNTAR AO MÉDICO?  (Retirado do site:
http://cccancer.net)

Na primeira consulta
  • O médico participa do meu plano de saúde?
  • Qual o prontuário médico que preciso levar (relatórios de diagnóstico, relatórios cirurgia, notas do meu médico assistente)?
  • Qual é o meu tipo de câncer?
  • O que pode ter causado este tipo de câncer? A genética é um fator de risco? Devo conversar com as pessoas da minha família?
  • Como devo me preparar para iniciar o tratamento? Devo mudar alguma coisa na minha vida?
  • Quais outros testes preciso fazer?
  • Devo buscar uma segunda opinião?
  • Há algum ensaio clínico que possa ser benéfico no meu caso?
  • Qual tem sido a experiência de pacientes com câncer semelhante ao meu?
  • Há algum grupo de apoio para mim e para minha família?
  • Quais materiais posso ler sobre o meu câncer?

Sobre os sintomas
  • Quais sintomas são comuns neste tipo de câncer?
  • Como posso evitar ou diminuir esses sintomas no meu dia a dia?
  • Há alguma atividade que não devo realizar ou que devo evitar?
  • Se um novo sintoma surgir ou piorar, como devo proceder?
  • Em que situações devo ligar para o médico?

Sobre o diagnóstico
  • Para que possamos confirmar o diagnóstico, quais exames e procedimentos serão necessários?
  • Qual a frequência desses testes?
  • Como posso me preparar para esses exames ou procedimentos?
  • Onde eles serão realizados?

Sobre o estágio da doença
  • Qual é o estágio da minha doença?
  • Como isso determina o tratamento do meu câncer?
  • A doença pode progredir? E regredir?
  • Qual é o meu prognóstico?
  • Podemos falar em cura para o meu câncer?

Sobre o tratamento
  • Qual é o tratamento recomendado para a minha doença?
  • Ele é o tratamento padrão?
  • Existem outras opções de tratamento?
  • Quais são os melhores tratamentos para meu caso?
  • Como será o meu tratamento? Com que frequência precisarei fazer o procedimento? Quanto tempo ele durará?
  • Eu terei que ficar no hospital para o tratamento? Quanto tempo?
  • O tratamento me impedirá de fazer minhas atividades rotineiras ou que eu goste?
  • Posso voltar às atividades diárias normais após o tratamento?

Sobre a quimioterapia
  • Por que a quimioterapia é a melhor opção para mim?
  • Qual o tipo específico de quimioterapia é recomendado?
  • Qual o objetivo deste tratamento?
  • Quais os riscos e benefícios deste tratamento?
  • A quimioterapia pode aliviar meus sintomas?
  • Qual é o resultado esperado?
  • Vou sentir dor?
  • Precisarei ficar no hospital?
  • Quais são os efeitos colaterais? O que posso fazer para controlá-los?
  • Quantas vezes eu irei receber medicamentos quimioterápicos?
  • Quanto tempo vai durar a minha quimioterapia?
  • Se o meu câncer apresentar metástase, isso influencia no tratamento? O que acontece?
  • Quais restrições (alimentação, trabalho, exercícios físicos) terei durante o tratamento?
  • Quando poderei retornar às minhas atividades normais?
  • Quais são as impressões de outros pacientes com regimes de quimioterapia semelhantes?

Sobre a radioterapia
  • Por que você está recomendando a radioterapia para mim?
  • Qual é o objetivo deste tratamento?
  • Quanto tempo dura cada sessão? Terei que fazer quantas sessões?
  • Quais são os potenciais riscos e efeitos colaterais deste tratamento?
  • Quais restrições (alimentação, trabalho, exercícios físicos) terei durante o tratamento?
  • Posso voltar às atividades diárias normais após o tratamento?
  • Como seus outros pacientes se sentem sobre este tratamento?

Sobre a cirurgia
  • Por que a cirurgia é a melhor opção?
  • Existem outras opções de tratamento?
  • Após a cirurgia, depois de quanto tempo poderei voltar às atividades cotidianas?
  • Quais são as chances da cirurgia remover todo o meu câncer?
  • Quais são os potenciais riscos e efeitos colaterais do procedimento?
  • Devo considerar quimioterapia ou radioterapia após a cirurgia?
  • Existe alguma coisa que eu deva ou não fazer antes da cirurgia para melhorar o meu resultado?
  • Quais exercícios físicos posso fazer após a cirurgia?
  • Como os pacientes de cirurgia se sentem sobre o procedimento?

Sobre ensaios clínicos
  • Quais são os possíveis riscos e benefícios ao participar de um ensaio clínico?
  • Quais são os possíveis efeitos colaterais do tratamento?
  • Quanto tempo levará a última prova?
  • Eu terei que viajar para outra cidade ou estado?
  • O meu seguro cobre os custos?
  • Posso ser acompanhado por familiares ao receber o tratamento?
  • Terei de mudar de médico durante o tratamento?

Recursos de suporte
  • Há uma psicóloga na clínica ou no hospital com quem eu possa conversar?
  • Há um dentista para fazer a prevenção de mucosite (inflamação da mucosa) ou das demais complicações que possam aparecer?
  • Existe acompanhamento de fisioterapeuta?
  • Onde posso encontrar informações que ajudem a lidar com o meu diagnóstico?
  • Quais as sugestões de leitura e de sites?
  • Há ações ou apoios oferecidos aos meus familiares?

Seguimento do tratamento
  • Em quais situações devo ligar para a clínica?
  • De quanto em quanto tempo devo remarcar uma consulta?

Sobre plano ou seguro de saúde
  • Como saberei quais os serviços e os tratamentos que meu plano cobrirá?
  • Quem é responsável por obter as autorizações?
  • Quem devo contatar com perguntas sobre minha cobertura financeira?
  • Como serei informado sobre minha responsabilidade financeira?
  • Quais os planos de pagamentos para a quantia que devo?
  • Se o meu seguro é insuficiente ou a seguradora optar por não abranger os serviços, há programas de assistência que possam oferecer ajuda?
  • Se eu não tiver cobertura de seguro e o governo negar assistência, tenho direito a outros programas de assistência às drogas de que necessitarei?
  • Você pode fornecer uma lista de organizações e recursos como seguro de invalidez, suplementos e programas de assistência médica?

Dicas

  • Mantenha uma agenda só para o seu tratamento. Serão muitas consultas (inclusive, com vários profissionais), exames e quimioterapias ou radioterapias. Use esta agenda para anotar as dúvidas que forem surgindo durante o tratamento;
  • No dia do retorno, comece esclarecendo suas dúvidas e anote-as ou peça ajuda para seu acompanhante;
  • Seja paciente. Várias consultas serão necessárias para que paciente e médico estabeleçam uma boa relação;
  • Caso queira obter mais informações sobre o seu caso, peça ao médico para lhe sugerir sites ou livros que sejam seguros para leitura;
  • Não se sinta inibido em avisar seu médico se desejar uma segunda opinião, esse é um direito do paciente;
  • O médico deverá utilizar muitos termos que você não faz ideia do significado. Avise-o que não entendeu e o profissional tentará explicar de outra forma.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Preciso continuar higienizando a cavidade bucal enquanto faço quimioterapia e radioterapia?

Sim. É de extrema importancia manter uma higiene bucal adequada para ajudar a melhorar e manter a qualidade de vida para o paciente durante e após o tratamento do câncer.
Além disso, é preciso que o paciente consulte-se com um cirurgião-dentista antes mesmo do tratamento oncológico. Se a higiene bucal for inadequada, podem existir focos de infecção nos dentes (cáries extensas) ou na gengiva (gengivite ou doença periodontal), inclusive com sangramentos durante a escovação ou com o uso do fio dental. Com isso, há risco de uma infecção bucal, que pode se espalhar pela corrente sanguínea e comprometer outros órgãos durante os períodos de baixa imunidade, que ocorrem durante a quimioterapia.
O tratamento oncológico, ao mesmo tempo em que trata o câncer, pode afetar a saúde do paciente em outros aspectos, onde a quimioterapia ou radioterapia podem causar alguns prejuízos à saúde bucal, caso não seja tomado alguns cuidados simples, mas importantes.
Dentre as estruturas mais comumente afetadas pela radiação estão as glândulas salivares. Essas glândulas são responsáveis pela produção de saliva, que possui muitas funções de proteção para os dentes e mucosa bucal. Uma diminuição na produção de saliva e até mesmo a não produção, deixa os pacientes sujeitos a desenvolver cárie dentária.
ORIENTAÇÕES:
Ø  Todos os dispositivos como próteses, só devem ser usados para facilitar a função. Dentaduras devem ser usadas apenas para ajudar a comer e não para fins estéticos durante a radioterapia; 
Ø  É provável que seu médico vá prescrever-lhe vários bochechos medicamentosos, para ajudar a combater infecções bacterianas e fúngicas, como a candidose (sapinho). Estas são infecções oportunistas que surgem assim que o sistema imunológico do corpo é comprometido, ou seja, fica mais frágil;
Ø   É importante a hidratação labial com manteiga de cacau ou vitamina E, durante todo o dia
Ø  Em casos de boca seca (xerostomia), pode-se utilizar também um gel ou spray para lubrificar a mucosa bucal; 
Ø  Evitar qualquer coisa picante uma vez que, vai queimar ou arder e causar uma sensação desagradável; 
Ø   O uso de anestésico local antes da refeição é recomendado. Xilocaína gel tópica é comumente prescrita para esta finalidade, embora existam muitos outros medicamentos disponíveis; 
Ø  O creme dental pode ser o da preferência do paciente, desde que não seja muito abrasivo;
Ø    O uso de cremes dentais com flúor, bochechos com flúor, bem como, um tratamento para boca seca vai continuar mesmo após o tratamento de o câncer ser concluído.

E se tiver muita dor, como higienizar?
Os pacientes são aconselhados a esfregar suavemente com uma escova de dentes super macia ou esponja aplicadora para não causar qualquer dano na gengiva. As plaquetas podem cair a níveis alarmantes, assim, mesmo pequenos cortes e arranhões podem sangrar por um longo tempo. O uso de fio dental pode machucar a gengiva entre os dentes, logo, requer bastante cuidado.
Dessa forma, pode-se oferecer qualidade de vida e aumentar as possibilidades de sucesso do tratamento, não só através do uso de medicamentos, mas também por meio da motivação do paciente, aprimorando suas habilidades para higienização e os cuidados com a saúde bucal.

Ana Cláudia Ramin Silva 


TENHO PARENTES QUE TIVERAM CÂNCER, VOU TER TAMBÉM? QUAIS AS MINHAS CHANCES DE DESENVOLVER CÂNCER E QUAL TIPO?



O fator genético e o câncer (CA) têm ligações um tanto quanto fortes e evidentes, mas não é porque muitos familiares seus tem câncer que você necessariamente terá também. O câncer aparece quando existe um fator genético predisponente ALIADO a fatores ambientais. Por exemplo, câncer de pulmão, tem um fator ambiental muito comum nos pacientes com esse tipo de CA: o fumo.
De acordo com o onco­logista Bernardo Garicochea, coordenador da unidade de aconselhamento genético do Hospital Sírio-Libanês, só 30% dos tumores são determinados por um conjunto de genes herdados dos familiares, em torno de 5% estão ligados a mutações es­pecíficas. Assim, o médico pode analisar o tipo de tumores que acometem a família e solicitar um teste genético para identificar o gene no indivíduo, para esse teste ser solicitado, os médicos oncologistas ou/e profissionais especialistas em aconselhamento genético, avaliam alguns sinais como: o número de indivíduos da família que tiveram/têm o mesmo tipo de tumor/câncer, se tem pessoas que tiveram a doença cedo (por exemplo, câncer de mama antes dos 40 anos) e se alguém teve dois tipos de tumores diferentes em seguida ou nos dois lados do corpo de forma independente. Encontrando o defeito genético no indivíduo é procurado o mesmo defeito nas outras pessoas.
Segundo José Cláudio Casali, especialista em câncer hereditário e médico oncogeneticista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), é importante descobrir essa predisposição a ter a doença, principalmente pela possibilidade de prevenção. Sabendo da possibilidade de ter o tumor, o indivíduo pode realizar exames mais regulares e específicos para identificar o câncer que pode vir a ter, além de, controlar melhor o aparecimento do problema.
Os cânceres mais associados a fatores hereditários são o de mama e de intestino, mas nem sempre a doença está relacionada com o acontecimento de muitos casos na família. Já o câncer de pulmão está quase que totalmente relacionado ao cigarro, fumantes ou fumantes passivos são os principais acometidos por ele, o mesmo acontece no câncer de colo de útero, o qual é causado pelo HPV e o câncer de boca que está relacionado ao consumo do tabaco e álcool.


Ana Cláudia Ramin Silva